Hino à estrela

 

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

(Olavo Bilac in Via-lactea)


Você viu a aquela estrela azulada que descia na amplitude da noite.

 Não? Olha de novo!!!

 Consegues enxergar ?

Eis que ela sobe no firmamento em planos que não sei discernir.....

E fico contemplando...

Ela é bela, singela e tem um brilho que não se apaga, mesmos nos umbrais da noite.....

Oh estrela dadivosa e bela aceita minha oferta destituída orgulho

Tu és astro fulgente e eu um pirilampo que apaga suas luzes.

Aceitas-me o único tesouro que tenho para te dar?

Não responde-me?

Lindo e fulgente astro.....

Aceitar-me-á a oferta?

E a estrela respondeu ao mortal apaixonado:

Algum dia aceitarei a tua oferta....

E conta-se que até hoje embora passados anos, mortal encanecido pelo tempo olha toda noite para estrela, a fim de ofertar a dádiva mais suprema: O próprio coração.

 

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