Postagens

Mostrando postagens de julho, 2021

Hino à estrela

  “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto… (Olavo Bilac in Via-lactea) Você viu a aquela estrela azulada que descia na amplitude da noite.   Não? Olha de novo!!!  C onsegues enxergar ? Eis que ela sobe no firmamento em planos que não sei discernir..... E fico contemplando... Ela é bela, singela e tem um brilho que não se apaga, mesmos nos umbrais da noite..... Oh estrela dadivosa e bela aceita minha oferta destituída orgulho Tu és astro fulgente e eu um pirilampo que apaga suas luzes. Aceitas-me o único tesouro que tenho para te dar? Não responde-me? Lindo e fulgente astro..... Aceitar-me-á a oferta? E a estrela respondeu ao mortal apaixonado: Algum dia aceitarei a tua oferta.... E conta-se que até hoje embora passados anos, mortal encanecido pelo tempo olha toda noite para estrela, a fim de ofertar a dádiva mais ...

Caminhos

Quantas vezes meu caminho cruzou o seu? Quantas vezes nossas almas se encontram? Quantas desídias e tormentos? Olho o imenso universo e vejo muitos caminhos e múltiplos reencontros na infinidade do tempo. Quanto tempo estou por ai entre um e outro renascimento... Sempre cultivando a mesma dor as mesmas companhias. E a mudança? Quando chega e doi por que não queremos ser os mesmos das eras antigas. A mudança doi por que estou acostumado aos velhos costumes, as velhas atitudes. O mar revolto da minha alma quer melhorar, quer seguir para esse caminho luminoso que temos a frente.... Devo caminhar entre tropeços novos caminhos palmilhar outras experiências mas sem esquecer do que deixei para trás.
  Versos Íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! Augusto dos Anjos  ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. Neste soneto de Augusto dos Anjos fica claro que o poeta  enfrentava o grande dilema da criatura humana: A ingratidão pelos seus pares. A ingratidão causa dor, e uma dor doida por ser muita coisa e quase nada.  Lembro-me da assertiva do padre Fabio de Melo sobre a utilidade e o amor. Quando deixamos de ser uteis e quando gostamos das pessoas. Onde começa um ...

Sonhos

  Minha mente é repleta de sonhos...   Neles estão presentes:   o bem-aventurado, cercado de miosótis a espargir o perfume das virtudes pelos seres humanos;   Arjuna, retendo a explicação dos intrincados mistérios da vida;   A poesia lírica de Jesus, em sintonia com os lírios do campo, que não tecem nem fiam;   Nesses sonhos que habitam minha vida, brilham para sempre o baú de Pândora, que no fundo só resta a esperança, em que os homens entendam a mensagem que desde os tempos foram ditadas.